Tuesday, October 30, 2007


Adoro afagar o teu rosto
E sentir-te toda a tremer
E adoro morder-te o pescoço
E sentir teu corpo a mexer

E quando tua boca se abre
E nenhum som parece sair
O tempo pára e já se faz tarde
E nossos lábios tentam-se unir

E quando se tocam
O que em nós provocam
Não tenho palavras para definir

Mas é tão incrível
E tão impossível
Que não se pode impedir...

Wednesday, June 20, 2007


Por vezes sinto controlar-me
Até que chegam as alturas
Em que a mim vens inundar-me
E eu cometo estas loucuras

Friday, May 18, 2007


E querer dizer algo e não poder?

Sentir a necessidade

Não compreender a vontade

E conter-me até morrer

As palavras proibidas, devias lê-las nos meus olhos

Saturday, May 05, 2007


A tristeza que me percorre
Quando te olho e quando me ocorre
O pensamento de não estar contigo
Tira-me a sede, tira-me a fome,
Rouba-me o sono como a quem dorme,
Como se eu merecesse o castigo.

E pergunto a mim próprio por vezes
Quantos anos e quantos meses
Até tu vires até mim
Quantas semanas e quantos dias
Quantas tristezas ou alegrias
Até seres minha por fim.

Sunday, February 18, 2007


Esperando que o poema rime
Tento não pensar em ti,
Mas pareço pagar por um crime
Que nem sei mesmo se cometi.

Esquecendo tua face, teus traços,
Espero a morte, que me vem buscar,
Sinto meu coração aos pedaços,
Sinto a alma já a voar.

O mesmo pensamento de sempre
Enlouquece-me, faz-me vibrar,
Sem luz fico de repente
E meu ser foge p'ra outro lugar.

Desenvolvendo meus pensamentos
Chego a conclusões duvidosas,
E no meio de meus intentos
Esqueço relações amorosas.

Como algo que me é proibido,
Voltas a entrar em mim;
Sonho e sinto-me perdido,
Até que adormeço... enfim!

Friday, February 02, 2007


Quando o teu corpo me anseia
O meu aproxima-se e forma-se um elo
Tu és tão doce e tão cheia
De tudo o que há de mais belo

Quando a tua boca me aceita
Perco-me nela e desligo do mundo
Tu és tão doce e perfeita
E o teu beijo é tão profundo

Quando a tua língua me sente
A minha desperta e dança contigo
Tu és tão doce e tão quente
Que eu me sinto perdido

E quando o teu olhar pela margem
Me demonstra que não sou só alguém
Tu ficas tão doce e selvagem
Que eu desejo-te como a ninguém


Quanto tempo terá que passar
Para me deitar e dormir a teu lado
E passar a noite em pecado
E em constante agitar...

E quanto tempo terá que passar
Para te beijar, bocado a bocado,
Esse corpo, tão delicado,
Com o qual passo o dia a sonhar...

Eu não sei, mas esta vontade
Para te ter e p'ra que te agrade
Tudo aquilo que te quero fazer
Destrói-me e torna-se grave,
Pede-me amor e que entregues a chave
Da tua alma e de todo o teu ser...

Wednesday, January 10, 2007


Sempre que nos encontramos
O tempo voa e ficamos parados
Perdidos e castigados
Por tudo aquilo que não mostramos

E todo o meu ser me implora
Para que minha boca profira
Algumas palavras enquanto suspira
Para que não te deixe ir embora

Mas todo o som que por mim é falado
Não se compara ao cheiro que trazes
E que me lembra porque não dormi...

Pela vontade de estar a teu lado
Pela falta que tu me fazes
E pelas saudades que tenho de ti